Imagem de Stranger Things, uma série com final aberto

O que é “final aberto” e o caso de Stranger Things

Se você já terminou uma série ou filme com a sensação de que “faltou alguma coisa”, é bem provável que tenha se deparado com um final aberto.

Esse tipo de desfecho tem se tornado cada vez mais comum no cinema e nas séries, especialmente em produções que apostam em debates, teorias e interpretações do público.

Mas afinal, o que define um final aberto? Ele é falta de explicação, descuido do roteiro ou uma escolha narrativa intencional? Descubra logo abaixo!

O que é um final aberto e por que ele existe?

Um final aberto é aquele que não entrega todas as respostas de forma direta. Em vez de encerrar cada arco narrativo com explicações claras, a história termina deixando possibilidades, sugestões e interpretações nas mãos do espectador.

Essa escolha costuma ter objetivos bem definidos: provocar reflexão, estimular discussões e tornar a obra mais próxima da vida real, onde nem tudo se resolve de maneira definitiva. 

Além disso, finais abertos permitem que a emoção fale mais alto do que a lógica, priorizando sentimentos, simbolismos e mensagens, em vez de respostas fechadas.

Diferente do que muitos pensam, um final aberto não significa que a história “acabou no meio”. Quando bem construído, ele oferece pistas suficientes para que o público compreenda o que está em jogo, mesmo sem uma conclusão explícita.

Por que alguns fãs amam e outros odeiam finais abertos?

A recepção aos finais abertos costuma dividir o público. Para alguns fãs, acompanhar uma série ou filme cria a expectativa de um encerramento claro, com respostas e fechamento emocional.

Quando isso não acontece, surgem frustrações e críticas, especialmente em narrativas longas.

Por outro lado, há quem veja nesse tipo de final um grande mérito. Histórias com finais abertos continuam sendo discutidas muito tempo depois do último episódio, gerando teorias, debates e diferentes leituras.

Em vez de encerrar a experiência, o final prolonga o impacto da obra.

Assim, tudo depende do quanto o espectador está disposto a participar ativamente da narrativa, completando lacunas e tirando suas próprias conclusões.

O caso de Stranger Things e o impacto dos finais abertos

Um exemplo recente e bastante comentado é Stranger Things. (alerta spoiller!!)

No episódio final, a Eleven morre após uma grande explosão durante a luta final.

No entanto, os personagens não encontram o corpo, e o personagem Mike cria uma história para lidar com o luto, imaginado que ela está feliz bem longe da cidade em que tanto sofreu.

Os irmãos Duffer, criadores da série, já explicaram que certas decisões envolvendo o destino de Eleven foram pensadas de forma definitiva no roteiro, mas propositalmente não reveladas ao público.

Segundo eles, explicar tudo tiraria a graça da experiência. Por isso, a ideia era permitir que os fãs refletissem sobre o que realmente aconteceu, mantendo o mistério e o debate vivos.

Por outro lado, eles também disseram que era necessário que a Eleven deixasse a história para que ela pudesse ter um fim definitivo.

Isso contribuiu para que os fãs sigam teorizando sobre, ou reclamando sobre o final que receberam.

Dessa forma, goste ou não desse tipo de final, uma coisa é inegável: muitas vezes eles permanecem na memória por muito mais tempo que os felizes.

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Foto destaque: reprodução/ Netflix.

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